Haiti, o que é que faltará acontecer-lhes?

Re: Haiti, o que é que faltará acontecer-lhes?

Mensagempor Arp » Sábado 23 Janeiro 2010, 22:05

um ponto é tudo - opinião DN
A desgraça ensina-nos muito
por FERREIRA FERNANDES

País que doou mais dinheiro ao Haiti? Os EUA. Normal, é gratidão - já explico.

Segundo país? Itália. Itália, o segundo país do mundo a dar mais dinheiro ao Haiti? Bem, não foi bem dar, perdoou a dívida (55 milhões de dólares). O pobre do Haiti tem um terramoto devastador e o generoso do credor perdoa-lhe a dívida, é? Os haitianos vão comer o perdão? Não brinquem, as dívidas marcaram o Haiti - também já explico.

Então, vamos lá às duas explicações.
A primeira, sobre a gratidão dos EUA.
O Haiti ficou independente, em 1804, depois de os antigos escravos terem corrido com a expedição militar francesa. Daí saíram duas boas consequências para a América. Os colonos brancos fugiram para Nova Orleães e introduziram uma das culturas, a do algodão, que construiu a sociedade americana. Por outro lado, derrotado no Haiti, Napoleão decidiu abandonar o Novo Mundo: vendeu ao desbarato o território da Louisiana aos EUA. Nesse dia, os EUA dobraram a superfície (diz-se que foi o melhor negócio da História). Fica explicada a gratidão.

Em 1825, a França obriga o Haiti a pagar a independência, conseguida 20 anos antes: 150 milhões de francos-ouro (5 anos do orçamento da ilha). Pagar a dívida destruiu a economia do Haiti para sempre. Fica explicada a dívida. Os terramotos às vezes mostram-nos os caboucos do mundo.
O saber, o aprender o novo, só não encontra espaço em cabeças que já estão cheias, principalmente de ideias preconcebidas.
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Re: Haiti, o que é que faltará acontecer-lhes?

Mensagempor Arp » Quarta-Feira 27 Janeiro 2010, 22:31

Orgasmos de Compaixão

Artigo escrito por kizzaka
16:16 Quarta-feira, 20 de Jan de 2010

A tragédia do Haiti não é o sismo e as suas réplicas. O verdadeiro acontecimento funesto começou para o Haiti em 1804, quando o general negro Toussaint L'Ouverture enfrentou e derrotou, juntamente com o escravo nativo Jean-Jacques Desalines, as tropas de Napoleão comandadas pelo seu cunhado.

Proclamada a República do Haiti, a França decidiu vingar-se da afronta. Exigiu 150 milhões de francos (ouro), a título de reparação aos proprietários de escravos. A fim de poderem resgatar a sua liberdade - para além do sangue que verteram no campo de batalha - os haitianos viram-se forçados a endividar-se junto à banca francesa.

Concomitantemente, seguiu-se uma vasta desflorestação do país para obterem madeira, a matéria-prima mais valiosa imediatamente disponível, o que lhes permitia honrar os encargos da dívida extorquida pelo capitalismo violento da França.

Em 2003, o ex-presidente Aristides decidiu reivindicar a devolução de cerca de 7 mil milhões de euros (os tais 150 milhões de francos). Resultado: foi derrubado por um golpe de estado e levado para os EUA.

Para completar a desgraça, parece que há petróleo no Haiti. Assim se compreende que os abutres de garras afiadas estejam a esvoaçar pressurosamente em redor deste país enterrado em dívidas até ao pescoço. A invasão americana do Haiti, sob a capa de ajuda humanitária, principia a ser caricata.

É óbvio que os navios militares americanos não se deslocaram para o Haiti só para assegurar a ordem num país em que o Estado foi decapitado pelo sismo. O porta-aviões USS Carl Vinson, por exemplo, dispõe de uma unidade médica de último grito e produz água potável dessalinizada a bordo, para ser distribuída aos sinistrados.
O que não faz sentido é ver a ONG 'Médicos Sem Fronteiras' vir, hoje, queixar-se de que os EUA não a deixam desembarcar o seu avião carregado de ajuda médica - enquanto a população morre por falta de assistência médica. Tal como é estranho, o aeroporto de Caracas continuar congestionado de aviões provenientes de todo o mundo, atestados de ajuda humanitária para o Haiti, obrigados a permanecer na capital venezuelana até ao próximo sábado.

Dir-se-ia que, ao pretenderem controlar todo o auxílio humanitário destinado ao Haiti, os EUA devem estar a ter sucessivos orgasmos de compaixão...

http://aeiou.visao.pt/orgasmos-de-compaixao=f545017
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Re: Haiti, o que é que faltará acontecer-lhes?

Mensagempor Arp » Sexta-Feira 29 Janeiro 2010, 19:35



Uma Jangada de Pedra a Caminho do Haiti
Janeiro 28th, 2010

As minhas palavras são de agradecimento. A Fundação José Saramago teve uma ideia, louvável por definição, mas que poderia ter entrado na história como uma simples boa intenção, mais uma das muitas com que dizem estar calcetado o caminho para o inferno. Era a ideia editar um livro. Como se vê, nada de original, pelo menos em princípio, livros é o que não falta. A diferença estaria em que o produto da venda deste se destinaria a ajudar as vítimas sobreviventes do sismo do Haiti. Quantificar tal ajuda, por exemplo, na renúncia do autor aos seus direitos e numa redução do lucro normal da editora, teria o grave inconveniente de converter em mero gesto simbólico o que deveria ser, tanto quanto fosse possível, proveitoso e substancial. Foi possível. Graças à imediata e generosa colaboração das editoras Caminho e Alfaguara e das entidades que participam na feitura e difusão de um livro, desde a fábrica de papel à tipografia, desde o distribuidor ao comércio livreiro, os 15 euros que o comprador gastará serão integralmente entregues à Cruz Vermelha para que os faça seguir ao seu destino. Se chegássemos a um milhão de exemplares (o sonho é livre) seriam 15 milhões de euros de ajuda. Para a calamidade que caiu sobre o Haiti 15 milhões de euros não passam de uma gota de água, mas A Jangada de Pedra (foi este o livro escolhido) será também publicada em Espanha e no mundo hispânico da América Latina – quem sabe então o que poderá suceder? A todos os que nos acompanharam na concretização da ideia primeira, tornando-a mais rica e efectiva, a nossa gratidão, o nosso reconhecimento para sempre.

Imagem

http://caderno.josesaramago.org/
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Re: Haiti, o que é que faltará acontecer-lhes?

Mensagempor zézen » Sábado 30 Janeiro 2010, 05:52

Da iniciativa da Fundação Saramago a todas as outras que possam ajudar o Haiti, tudo é bom.

Independentemente do contexto e das razões expressas no texto que se segue, penso que neste momento, a ausência do tio Hobama seria mais prejudicial do que benéfica para o povo do Haiti.

As ajudas humanitàrias têm sempre algo de bom para aqueles que a recebem em momentos de desespero. Claro que nem todas as ajudas são desinteressadas mas, neste momento não é isso que deve estar em debate. Neste momento é preciso ajudar sem grandes "juizes"e juizos.

O terramoto no Haiti


A 12 de Janeiro de 2010, o Haiti sofreu um terrível tremor de terra. Em 24 horas os EUA ocuparam e controlavam o aeroporto e em menos de uma semana fizeram lá chegar cerca de 10 000 soldados. Cinco dias depois a ONU dizia que havia cerca de três milhões de pessoas desesperadas a precisar de auxílio.

A partir daqui a comunicação social de todo o mundo não falou de outra coisa. Parece que nunca mais houve falta de informação.

Sabia que:

No século XVIII o Haiti foi uma das mais ricas colónias europeias na América Latina.

Foi a primeira a tornar-se independente do jugo francês, particularmente cruel, que havia escravizado o seu meio milhão de habitantes, de origem africana, e que considerava seres humanos apenas os poucos milhares de mulatos livres affranchis (afrancesados).

A 1 de Janeiro de 1804, os haitianos, liderados pelo ex-escravo Toussaint L’Ouverture, proclamaram a primeira república negra do mundo e cortaram pela raiz o sistema colonial, expulsando do país ou exterminando fisicamente os esclavagistas brancos, animados pelos ideais da revolução Francesa de 1789.

Posteriormente o país submergiu num século de conflitos internos entre as massas populares, de cultura africana, e a elite afrancesada. Não encontraram um modelo socio-económico viável (o socialismo nem sequer existia como doutrina, naquela altura, e não havia no Haiti uma burguesia local capaz de implantar um esquema capitalista).

No entanto, o governo de Alexandre Petión forneceu um amplo apoio em armas e dinheiro a Simon Bolívar, na convicção de que só a independência de todo o continente asseguraria a independência do Haiti, acossado pela hostilidade das potências europeias e pela repugnância dos Estados Unidos do «império selvagem» de Henri Cristophe.

As dificuldades dos haitianos facilitaram a entrada dos meios financeiros internacionais neste mercado atractivo, construindo portos e caminhos de ferro, endividando o país até torná-lo dependente dos credores norte-americanos.

Quando o Haiti não conseguiu cumprir com os compromissos assumidos os marines ocuparam-no militarmente.

A invasão norte-americana de 1915 enfrentou uma heróica resistência do Exército Revolucionário de Charlemagne Peralte, um exército guerrilheiro cuja base foram os camponeses do norte, que já no século XIX se tinham levantado em armas contra os seus exploradores.

Peralte foi assinado à traição em 1919, e os norte-americanos permaneceram no Haiti até 1934, deixando instalados os mecanismos indirectos (mas não menos eficazes) de controlo e governo.

A ocupação norte-americana encerra um século e meio de governo negro e estabelece no poder a elite affranchi. A cultura nacional de raízes africanas foi negada e oprimida até que, finalmente, François Duvalier compreendeu a sua importância, não para resgatá-la, mas para utilizar o vudú, a magia negra, como fonte do seu poder, convenientemente reforçado pelo terrorismo exercido por seus «tonton-macoutes» contra toda a oposição.

Com o apoio de Washington (a quem Duvalier, em mais de uma ocasião, vendeu efectivamente o seu voto nos organismos internacionais), o «Papa Doc» instaurou um simulacro de monarquia, proclamando-se «presidente vitalício», em 1964, e deixando, a seu filho, Jean-Claude (o «Baby Doc»), o cargo vago com a sua morte.

Entretanto, o Haiti transformara-se, de rico produtor de açúcar e café, no único pais latino-americano que figura entre os 25 mais pobres do mundo.

O empobrecimento da terra e a exploração da população tornam mais dramático o quadro de pobreza. O sangue dos habitantes tornou-se produto de exportação enquanto milhares morrem (literalmente) de fome anualmente. Os baixos salários, a proibição de qualquer actividade sindical ou política, e uma liberal dispensa de impostos, atraem as transnacionais, que instalam na ilha os seus estabelecimentos e convertem o Haiti na «Taiwan das Caraíbas».

Enquanto isso, a intelectualidade nacional e progressista na sua maior parte exilada, esforça-se por superar as suas divergências políticas e fundou o unitário Agrupamento das Forças Democráticas do Haiti, que tenta mobilizar o povo para acelerar o inevitável derrube da ditadura.

A oposição haitiana sentiu-se encorajada pelo triunfo eleitoral da social-democracia na vizinha República Dominicana. Contudo, o presidente Guzman encontrou-se, em 31 de Maio de 1979, com Duvalier, o que foi interpretado como um virtual apoio a «Baby Doc». Em troca, este aceitou abrir o mercado haitiano a produtos dominicanos e continuar a fornecer, para as plantações açucareiras da República Dominicana, uma mão de obra que trabalha em condições de virtual escravidão.

Para escaparem à repressão ou à fome, milhares de haitianos fogem do país anualmente. A Venezuela e a Colômbia eram a princípio o destino predilecto, mas ultimamente os barcos que os transportam dirigem-se aos Estados Unidos.

A imprensa norte-americana (e a opinião internacional que ela domina) repete vezes sem conta que o Haiti «já não tinha Estado» antes do terramoto. Mas pouco falou da história do Haiti no Século XX, da ocupação pelos EUA (1915-34), da feroz ditadura pró-americana da família Duvalier e os seus facínoras «Tontons-Macoute» (1957-86), nem dos golpes e invasões patrocinados pelos EUA e pela França.

Por duas vezes nos últimos 20 anos o Presidente Aristide, eleito por esmagadoras maiorias, foi derrubado em golpes de Estado inspirados por Washington. Em 2004, Aristide, tal como o Presidente hondurenho Zelaya, foi metido num avião e exilado. O próprio contou (entrevista à jornalista Amy Goodman, www.democracynow.org) que foram militares e membros da embaixada dos EUA no Haiti que o raptaram na noite de 28 para 29 de Fevereiro, sob o pretexto de garantir a sua segurança. Logo no dia 29, o Conselho de Segurança da ONU «tomou nota da demissão» de Aristide e aprovou o envio duma missão militar (resolução 1529), tendo os Marines dos EUA chegado ao país antes do anoitecer.

Neste caso, como recentemente nas Honduras, o poder do grande capital optou por um silêncio conivente,

a.o.s., foi, é, e serà sempre, um F.D.P.
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Re: Haiti, o que é que faltará acontecer-lhes?

Mensagempor Arp » Quarta-Feira 10 Fevereiro 2010, 12:19

Já que os ricos não têm condições, vale a solidariedade entre pobres...

Unasul oferece US$300 milhões para reconstrução do Haiti

REUTERS
Por Alexandra Valencia
QUITO (Reuters) - Governantes da América do Sul decidiram na terça-feira criar um fundo de aproximadamente 300 milhões de dólares para ajudar em médio prazo na reconstrução do Haiti, num processo a ser liderado pelo governo do próprio país, devastado por um terremoto em janeiro.
A cúpula em Quito, com a presença de 4 dos 12 presidentes do Unasul (União Sul-Americana de Nações), marcou a retomada dos contatos entre os presidentes do Equador e da Colômbia, depois de um rompimento de relações em 2008.
O presidente haitiano, René Préval, participou do evento como convidado especial e disse que as principais necessidades do seu país são nos setores de infraestrutura, saúde e desenvolvimento agrícola.
Os líderes da Unasul decidiram pedir um crédito de 200 milhões de dólares ao Banco Interamericano de Desenvolvimento para investir nessas áreas. O BID já deu seu aval a esse empréstimo, que seria pago pelos países membros do grupo regional durante cerca de 20 anos.
Além disso, os países criariam um fundo adicional de cerca de 100 milhões de dólares, com contribuições de cada governo, conforme um mecanismo ainda por ser definido.
"Estamos dispostos a prestar nossa ajuda sem nenhuma contrapartida", disse o presidente colombiano, Álvaro Uribe, na sua primeira visita ao Equador desde o rompimento de relações bilaterais, em 2008.
Paralelamente, o Peru ofereceu 10 milhões de dólares em doações para a construção de escolas e redes de água nas zonas mais afetadas pelo terremoto, que deixou mais de 200 mil mortos.
"Uma primeira conclusão é que (a ajuda) deve ser através do governo do Haiti, fortalecendo as instituições do Estado", disse o presidente anfitrião, Rafael Correa, ao encerrar a cúpula.
A tragédia do Haiti fez com que fossem deixadas de lado as divergências que existem entre alguns presidentes latino-americanos, pois a reunião conseguiu uni-los no debate em torno da ajuda humanitária.
Havia grande expectativa para o encontro entre Correa e Uribe, rompidos desde o bombardeio colombiano contra um acampamento guerrilheiro no território do Equador, há cerca de dois anos. Os dois governos vêm dando sinais de interesse numa reaproximação.
Outro encontro esperado, entre Uribe e o venezuelano Hugo Chávez, não ocorreu, já que Chávez faltou à cúpula devido a problemas no seu país. Os dois governos estão rompidos por causa das críticas de Caracas a um recente acordo militar de Bogotá com Washington.
Uribe evitou dar declarações à imprensa.


http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx? ... d=23425450
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Re: Haiti, o que é que faltará acontecer-lhes?

Mensagempor Arp » Sexta-Feira 12 Fevereiro 2010, 22:30

O meu amigo Jorge Araújo apanhou com o terramoto e mandou-nos, aos amigos, agora que saiu do hospital, um email em que descreve o que viu e sentiu nos momentos cruciais do cataclismo.
Aqui deixo um extracto...


12 de Janeiro de 2010, 5 menos 5 da tarde, mais coisa menos coisa.
A sensação inicial foi de tudo estar a ser sacudido e o chão assumir uma consistência de papelão.
Tinha lido não sei aonde que o mesmo tipo que previu o terramoto em Itália aqui ha uns meses tinha anunciado um forte tremor no Haiti em Julho/Agosto de 2009. Nao tive portanto duvidas de que o que estava a sentir era um terramoto e dos grandes.
A reacção imediata (e não muito acertada) foi afastar-me do edifício. Quando aquilo aconteceu eu estava no exterior, na plataforma de carregamento do armazém. Corri e saltei para o pátio, tentando saltar para a parte a minha frente, mas as sacudidelas acabaram por me projectar para o lado esquerdo, caindo completamente desamparado ainda por cima suficientemente perto de um semi-reboque com um contentor que dançava o bastante para recear que me caísse em cima. Apesar das dores asquerosas na perna lá consegui rebolar para me afastar do contentor e durante os cerca de 10 segundos que aquilo ainda durou vi como num filme os tijolos de cimento que fazem a parede do armazém desmoronarem-se como dominós.
Parado tudo finalmente, um grande silencio, como se tudo estivesse morto ou o filme tivesse acabado.
Alguns segundos depois vejo sair do armazém os meus 4 colegas, todos de boa saúde mas muito apressados e com razão pois mal aterraram ao meu lado veio um segundo abalo e lá ficamos os 5 a olhar uns para os outros feitos parvos.
Pelo que me contaram, dentro do armazém nada de maior. A base de betão e a estrutura metálica dos pilares e telhado intactas, os tijolos que fazem parede entre os pilares ruíram aqui e ali, grande desarrumação no escritório e nas paletes com seria de esperar.
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Re: Haiti, o que é que faltará acontecer-lhes?

Mensagempor Scalabis » Domingo 14 Fevereiro 2010, 22:47

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