Portugal em Bancaremendada

Portugal em Bancaremendada

Mensagempor B de Berarda » Sexta-Feira 16 Abril 2010, 15:06

Palpita-me que estejamos a marinar uma bancarrota... até lá, vamos flutuando numa bancaremendada...

Ora vejamos...

"NY Times: “Portugal é o próximo”

Pedro Latoeiro

16/04/10 12:10

O jornal norte-americano NY Times dedica um extenso artigo ao país que considera ser o próximo problema a resolver na zona euro: Portugal.
No texto, intitulado ‘Debt Worries Shift to Portugal" e assinado por Landon Thomas, correspondente do jornal em Londres, recupera-se a recuperação entre Portugal e Grécia que tanto tem indignado o Governo português e Cavaco Silva.

O NY Times fala ainda numa "combinação tóxica" partilhada pelos dois países: "baixas reservas de capital numa altura em que o custo de dívida se agrava, ao mesmo tempo que a sua capacidade de aumentar impostos se torna escassa devido às medidas de austeridade adoptadas".

Segundo o artigo, Portugal e Grécia partilham ainda taxas de poupança reduzidas, défices persistentes, baixa competitividade e fraco crescimento económico. Mas com uma diferença nesta altura: à Grécia está prometido um pacote de ajudas de Bruxelas e do FMI e o Governo de Atenas já deu o primeiro passo para que esse auxílio seja activado, ao pedir uma reunião com a Comissão, o Fundo e também com o BCE.

Neste cenário, escreve o NY Times, "em vez de tranquilizar os mercados, o plano de ajuda à Grécia pode levar os investidores a testarem a tolerância europeia - e especialmente da Alemanha - para resgatar Portugal".

Por isso, continua o jornal, esse possível ‘bailout' "incentiva o governo português, que já tomou algumas medidas difíceis, a adoptar políticas mais ligeiras, sabendo que um resgate europeu e do FMI está mesmo ali ao lado".

Para sustentar o artigo, o NY Times cita um especialista da consultora pi Economics e também um economista do Deutsche Bank. Ambos sublinham que Portugal enfrenta sérios problemas."


Lá vou eu ter de desembolsar 73€!!! :evil:

Mas que não se pasme, até porque...

"Economia
Afinal ficar em casa pode ser mais rentável do que trabalhar
Ofertas de trabalho dos centros de emprego estavam 9 euros abaixo do que a média de subsídios de desemprego atribuídos no ano passado

PorRedacção VC 2010

Ficar em casa pode, afinal, engordar o mealheiro dos portugueses, mais do que ter um emprego. Quem consegue um trabalho a partir do centro de emprego pode perder nove euros por mês, segundo um documento do Ministério do Trabalho a que o «Jornal de Notícias» teve acesso.

Desemprego dispara para 10,6% ainda este ano
Crise ainda vai durar «mais dois ou três anos»

O subsídio de desemprego é, em média, de 532 euros, mas os trabalhos oferecidos pelos centros de emprego implicam ganhar apenas 523 euros por mês, segundo a média proposta pelas entidades patronais no ano passado. Ou seja, entre ficar em casa e trabalhar, a segunda opção é menos apetecível.

As «ofertas de emprego recebidas pelo IEFP» para um trabalho a tempo inteiro são superiores ao salário mínimo nacional, em vigor no ano passado (de 450 euros). No entanto, estão ligeiramente abaixo do «valor médio dos montantes lançados com o subsídio de desemprego (532 euros)», segundo aquele documento, citado pelo jornal.

Desemprego: atrasos não podem impedir atribuição de subsídios
Formação: tecnologias dão mais emprego

O ministério não avança com medidas específicas para contornar esta situação. Mas pede aos parceiros sociais «propostas concretas» no que toca «à relação dos subsídios e valor da remuneração» e «às diversas componentes do conceito de emprego conveniente».

Há 18 mil trabalhos que ninguém quer.

Com a legislação em vigor, um desempregado não é forçado a aceitar um trabalho se o salário bruto não for superior em 25% ao valor do subsídio, durante o primeiro meio ano sem trabalho, ou em 10% depois desse período.

Daí que não causa surpresa que 18 mil empregos ficaram por ocupar, no início deste ano. Os salários baixos podem ser assim um dos motivos para escolher ficar em casa.

Mais de 24 mil desempregados optaram por trabalho parcial
Desempregados deixam de ter apoios a fundo perdido

Os centros de emprego receberam 123 mil ofertas de trabalho, para 560 mil desempregados, no arranque de 2010. Só colocaram metade à disposição e outras 42 mil vagas foram extintas pelos próprios empregadores. Mesmo assim houve milhares de empregos que ninguém quis.

Por outro lado, o número de pessoas sem trabalho teima em não diminuir. No mês de Fevereiro, a taxa de desemprego manteve-se nos 10,3%. E há mais de 370. 600 pessoas a receber subsídio de desemprego. Conclusão? Na hora de escolher, a balança pode pesar mais sobre ficar em casa, do que trabalhar por menos nove euros."


Uma questão... idéias para garantir a reforma aceitam-se!
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Re: Portugal em Bancaremendada

Mensagempor B de Berarda » Sábado 17 Abril 2010, 15:03

Esse vosso silêncio, deve-se a alguma despreocupação?! :whistle:

Mais notícias...

"16 Abril 2010 - 00h30
Contas
Portugal corre risco de falência

O ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional diz que o nosso país está à beira da bancarrota. Teixeira dos Santos fala em “disparates”.

O antigo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que Portugal “é o próximo no radar” dos mercados e que a situação económica do País é de tal modo desastrosa que “Portugal corre o risco de falência económica”.

Simon Johnson assina um artigo no ‘The New York Times’ juntamente com Peter Boone, da London School of Economics, onde refere que “o próximo no radar é Portugal. Este país só não está no centro das atenções porque a Grécia caiu numa espiral descendente. Mas estão ambos perto de falência económica e parecem hoje bem mais arriscados do que a Argentina quando entrou em incumprimento, em 2001”.

Confrontado com estas declarações, o ministro das Finanças disse ao Correio da Manhã que “num Mundo de expressão livre, também se podem escrever disparates sem fundamentação sólida, reveladores de ignorância quanto às diferenças existentes entre os países da Zona Euro, e que bem ilustram o preconceito céptico de alguns comentadores quanto à moeda única”.

Os especialistas alertam ainda que os líderes políticos portugueses “não estão preparados para fazer os cortes necessários”, e o “esquema ponzi” – usado por Bernard Madoff para cometer uma mega-fraude que lhe valeu a prisão perpétua – com que Portugal se financia tem os dias contados. “Os políticos portugueses nada mais farão do que esperar para que a situação se agrave e exigir nessa altura o seu plano de salvação”, considera o ex--economista-chefe do FMI.

Para Bagão Félix, trata-se de um “alerta apocalíptico”, que espera que não venha a acontecer. “Mas se nada for feito e continuarmos no mesmo rumo, o risco de falência económica é real”. O ex-ministro das Finanças, apesar de considerar que existe algum “exagero”, não traça um quadro muito mais positivo do País. “ Não é por acaso que escrevem falência económica e não financeira”, salienta Bagão Félix.

GREGOS QUEREM CLARIFICAÇÃO DO TIPO DE AJUDA

O governo grego deu ontem o primeiro passo para pôr em marcha o pedido de ajuda à comunidade internacional. FMI e Comissão Europeia vão enviar missões a Atenas na próxima segunda-feira.
A Grécia quer clarificar os mecanismos de ajuda, conhecer os montantes dos empréstimos de que poderá beneficiar depois de 2010 e iniciar as conversações sobre um plano de política económica. Os países da Zona Euro chegaram a acordo sobre a ajuda a Atenas, oferecendo um empréstimo de 30 mil milhões de euros. Portugal entra com 770 milhões. Um plano que está em causa, uma vez que juristas alemães estão a recolher apoios para desafiar a legalidade de um envolvimento da Alemanha neste empréstimo.

PORMENORES

AVISOS DO BCE

O Banco Central Europeu (BCE), liderado por Jean-Claude Trichet, considerou ontem que os impostos e os preços podem vir a aumentar mais do que o esperado devido à necessidade da correcção das contas públicas dos países nos próximos anos.

OPTIMISMO DO PEC

O Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) português é considerado por Bruxelas como “algo optimista”, onde a redução do défice exige ainda mais contenção."


Alguém tem a sublime bondade de me explicar a razão para optimismo quanto ao PEC?!?!?! :? :roll:
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Re: Portugal em Bancaremendada

Mensagempor AnaIsabel » Sábado 17 Abril 2010, 15:07

Bem, o silêncio penso que seja devido ao facto de todos sabermos como o país está.
Penso que o país precisa de politicas diferentes, ou então de pessoas diferentes, que nao pensem em ganhar para o seu bolso. A crise, nao é só em Portugal, mas em muitos países, alguns conseguem aplicar soluções rentaveis, outros - caso de portugal - as soluções que apresentam, apenas o primeiro-ministro as vê como isso mesmo, soluções.
O PEC, na minha opinião, apenas vai trazer ainda mais crise. Se é que isso é possivel.
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Re: Portugal em Bancaremendada

Mensagempor Tovi » Sábado 17 Abril 2010, 15:26

Está cá a parecer-me que vos tenho que dar umas dicas sobre macro-economia. ;)
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Re: Portugal em Bancaremendada

Mensagempor B de Berarda » Sábado 17 Abril 2010, 15:46

Tovi Escreveu:Está cá a parecer-me que vos tenho que dar umas dicas sobre macro-economia. ;)


E eu estou cá para te escutar! :grin:

Agora vou ter mesmo de ir, mas volto à noitinhaaa.

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Re: Portugal em Bancaremendada

Mensagempor XôZé » Sábado 17 Abril 2010, 15:47

À noitinhaaa é que é bom! :lol:
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Re: Portugal em Bancaremendada

Mensagempor AnaIsabel » Sábado 17 Abril 2010, 16:05

Tovi Escreveu:Está cá a parecer-me que vos tenho que dar umas dicas sobre macro-economia. ;)

É sempre bom aprender mais e mais. :)
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Re: Portugal em Bancaremendada

Mensagempor Reboredo » Domingo 18 Abril 2010, 18:09

É sempre bom aprender mais e mais.


Vais (ler) aprender com uma espécie (voz) escrita do dono!
Sempre sempre não, mas sempre sempre até é bom.
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Re: Portugal em Bancaremendada

Mensagempor B de Berarda » Segunda-Feira 19 Abril 2010, 00:55

XôZé Escreveu:À noitinhaaa é que é bom! :lol:


Esqueci-me de dizer era de que dia! :lol:

Nã era de 17, nã... era de 18! :P

E já agora, cá vai mais...

"Grécia, Portugal e Espanha "no mesmo barco"

Ecofin

00h30m

MARIA JOÃO MORAIS

O ministro grego das Finanças, George Papaconstantinou, afirmou ontem que a "Grécia enfrenta problemas maiores" comparativamente com Portugal e Espanha. Embora entenda que os três países estão "no mesmo barco", o responsável escusou-se, no entanto, a apontar Portugal ou Espanha como possíveis Estados a precisar de apoios no futuro.

Depois de se reunir com os restantes ministros das Finanças da União Europeia em Madrid, o responsável grego falou aos jornalistas sobre a possibilidade de activação do plano de resgate desenhado pela UE. Papaconstantinou garantiu, contudo, que não irá "anunciar antecipadamente uma decisão que pode acontecer ou não", preferindo esperar pela definição concreta do tipo de ajudas que poderão ser disponibilizadas.

O ministro confirmou que o Governo helénico iniciará conversas com os representantes da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional a partir de amanhã, em Atenas, onde será discutido o programa de ajudas. Em causa está a possibilidade dos países da Zona Euro colocarem à disposição do país cerca de 30 mil milhões de euros.

Os ministros da Economia e Finanças da UE (Ecofin) reunidos em Madrid, decidiram adiar a implementação de um fundo anti-crise financiado pelos próprios bancos. De acordo com Elena Salgado, ministra espanhola, "não houve um consenso total sobre que instrumento escolher" para prevenir os custos de futuras crises. A proposta, feita pelo comissário europeu para o mercado interno, Michel Barnier, colheu resistência por parte dos governadores dos bancos centrais. Segundo Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, é importante evitar "colocar em causa a recuperação".

De qualquer das maneiras, Salgado frisou que os fundos anti-crise nunca deverão ser vistos pela banca como um seguro para viabilizar riscos."

Oh dono do Indy, atão a tal aula de macro?! :?
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Re: Portugal em Bancaremendada

Mensagempor B de Berarda » Segunda-Feira 24 Maio 2010, 22:48

Já vi que todos têm estado muito quietinhos :? ...

É ressaca do papa, ou andam a salvar os últimos investimentos?! :?
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