Blogs... o que elas escrevem

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Mensagempor zézen » Terça-Feira 1 Dezembro 2009, 10:57

Vale a pena ler a escrita livre da f.

f.
há uma ou duas semanas, fomos informados de que os números de mulheres mortas pelos maridos, namorados, ex-maridos, ex-namorados e quejandos este ano eram inferiores aos de 2008. desde então, por extraordinária ironia, acumularam-se os casos. acordei hoje a ouvir, na tsf, o relato de outro. uma mulher morta a tiro, com uma caçadeira, pelo marido/companheiro/o raio que o parta à porta do posto da gnr, depois de ter feito queixa por violência doméstica. parece que a seguir, porém, o homem ainda matou um guarda, já dentro do posto, com um revólver.




vejamos: segundo a notícia, ele conseguiu não só mandar a ambulância regressar ao posto (a ambulância não tem rádio? não comunicou ao posto o que se passava?) como 'pedir para ver a mulher' à porta do posto. matou-a e ainda conseguiu, depois de a matar, entrar dentro do posto armado e disparar sobre dois guardas, matando um. algo me diz que se ele tivesse roubado um banco à mão armada ou fosse um desses miúdos de periferia de pele escura não se teriam esquecido de lhe pôr umas algemas e de o revistar no chão, entre pontapés, em vez de só lhe tirarem a caçadeira. mas era um homem que 'tinha perdido a cabeça'. quem sabe um homem 'cego pela paixão', 'louco de ciúmes'. um como eles, talvez tenham pensado os guardas, que 'estragou a vida, coitado'. pois é. daqui em diante, talvez pensem diferente. ou talvez não. afinal, tanta gente com obrigações de não se deixar resvalar para o bonitinho e de não embarcar em ideias imberbes de amores trágicos e desencontros do destino, romeus e julietas, quando uma miúda de 20 anos é brutalmente assassinada e metida de saco de plástico na cabeça dentro da mala de um carro, à execução da mafia, acaba a escrever isto que a joão releva, 'a fronteira que ultrapassaram'. olha, estes dois do posto da gnr -- aliás três, a contar com o guarda morto -- também ultrapassaram a fronteira. do amor. que lindo. sai um filme, faz favor.

adenda: nos comentários a este artigo do público, um anónimo que diz viver perto informa que dentro da ambulância ia a filha da morta e do assassino, de cinco anos, que sofreu ferimentos ligeiros -- para além de ver a mãe ser morta pelo pai. mais um pormenor para o filme de amor.
http://jugular.blogs.sapo.pt/
Editado pela última vez por zézen em Quarta-Feira 2 Dezembro 2009, 13:14, num total de 1 vez.
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Re: Blogs... o que elas escrevem

Mensagempor XôZé » Terça-Feira 1 Dezembro 2009, 21:28

Como sabe não se trata de embirração com a senhora f. mas o amigo incomoda-se se passar este tópico para o separador "Blogs", ali mais abaixo? :?

Só por uma questão de melhor arrumação. :)

Já nos basta termos obituários espalhados por aí. :whistle:
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Re: Blogs... o que elas escrevem

Mensagempor zézen » Quinta-Feira 7 Janeiro 2010, 12:25

Quinta-feira, Janeiro 07, 2010

O pulha

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Dedicado a «O palhaço», de Mário Crespo, insigne jornalista e honrado cronista
Artigo escrito em 14/12/09 no Jornal de Notícias on-line.


O palhaço do Mário Crespo desapareceu do JN, na Internet, mas foi registado em vários blogues e encontra-se por aqui e por ali, levando-me a escrever «O pulha» e a imitar-lhe as ideias, o estilo e o carácter.

O pulha é um invertebrado que procura na ofensa a catarse do ódio e da frustração, que, adorando a ditadura, se serve da democracia, que molda com o esterco de que é feito os contornos dos bonecos que cria, que usa adjectivos para substituir as vértebras que lhe minguam e se antecipa a chamar aos outros o que é.

O pulha diz dos outros o que sabe de si próprio. O pulha coloca opiniões nos jornais a fingir que são notícias e é pago pela baixeza própria através das baixezas que imputa aos outros. O pulha adora que o acreditem e que as mentiras se transformem em dúvidas e as calúnias em incertezas.

O pulha é um serventuário que evita denunciar as avenças de que vive, o biltre que usa a liberdade para a atacar, que atribui aos outros o nojo que é, fazendo passar por factos as intrigas que tece e por verdades as calúnias que divulga.

O pulha é um professor dispensado da docência para insultar a mãe de um ministro ou o escriba em comissão de serviço num órgão de comunicação para corroer a democracia.

O pulha não nasce pulha. Faz-se, cresce e engorda com os detritos que bolça. Regurgita insultos criando retratos à sua imagem, acoimando de patifes os que inveja. É um filho de uma nota de cinco euros e da lascívia do acaso. O pulha é invejoso e vingativo.

O pulha vive na clandestinidade de um grupo partidário, nos meandros das máfias, nas estrebarias da insídia, aproveitando a calada da noite para arremessar a quem odeia as pedras de que se mune. Pode levar vida normal, aparecer na televisão e ter guarida num jornal; atira pedras e garante que está a ser agredido, incapaz de esquecer a sinecura que lhe negaram ou o cargo com que sonhou.

O pulha escuta os outros e diz que está a ser escutado. É um alcoviteiro e mentiroso. O pulha necessita de plateias cheias. Absolutas. O pulha é totalitário. O pulha é quem nos causa vómitos. O pulha leva-nos a descrer da democracia. O pulha escreve nos jornais e fala na televisão. O pulha torna-nos descrentes. Um pulha é sempre igual a outro pulha. E a outro. E são todos iguais. O pulha assusta porque é omnipresente e ataca sempre que pode. Seja a dar facadas nas costas dos eleitos, seja a criar ruídos de fundo, processos de intenção ou julgamentos sumários. O pulha é ruído de fundo e gosta de ser isso. E baba-se de gozo. Por narcisismo. Por ressentimento. Por ódio. Sabendo-se impune.

O pulha é um cobarde impiedoso. É sempre perverso quando espuma ofensas ou quando ataca políticos. O pulha não tem vergonha. O pulha ouve incautos úteis e senis raivosos e tira conclusões. Depois diz que não concluiu e esconde-se atrás do que ouviu. O pulha porta-se como um labrego no jornal, como um boçal na televisão e é grosseiro nas entrevistas. O pulha é um mestre da pulhice. O pulha não tem moral. Por isso, para ele, a moral não conta. Tem a moral que lhe convém. Por isso pode defender qualquer moral. E fingir que tem moral. Ou que não a tem. O pulha faz mal aos outros. E gosta. E depois faz-se de sonso. O pulha rouba a honra que não tem e que dispensa.

O pulha é um furúnculo que há-de acabar como todo o mal. É uma metástase de um cancro que vive para corroer a democracia. É um conjunto de células malignas que se multiplicam no papel impresso e o esgoto que circula pela Internet a céu aberto.

O pulha é o talibã que fere e mata mas larga os explosivos depois de esconder o corpo. O pulha não é monárquico nem republicano, de esquerda ou de direita, ateu ou crente, é o verme que se alimenta da baba que segrega, do ódio que destila e das feridas que escarafuncha.

Um dia habituamo-nos ao pulha.

http://rpc.blogrolling.com/redirect.php?r=4512b91048133ca36e3cfe195fc5d35a&url=http%3A%2F%2Fsorumbatico.blogspot.com%2F
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Re: Blogs... o que elas escrevem

Mensagempor zézen » Quinta-Feira 7 Janeiro 2010, 15:06

Mais um bom Blog.
http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/

Declaração de interesses
por José Fialho Gouveia, às 08:03

Benfiquista. Por paixão, doença hereditária e por uma questão de fé
Ateu. Também por uma questão de fé
Liberal. Prefiro o Estado relativamente longe da Economia. Educação e Saúde já são motivos de entretenimento de sobra, não são?
Libertário. Que o Estado se afaste ainda mais das questões privadas. Que se casem todos os homossexuais que queiram casar e que adoptem as crianças que queiram adoptar! Ainda bem que já se pode interromper voluntariamente a gravidez! Legalize-se a prostituição! Permita-se a eutanásia! Sejam feitas as nossas vontades!
De Esquerda ou de Direita? Depende. Leia-se o que acima se escreveu.
Fadista. Porque uma viola, uma guitarra, uma boa voz, um bom poema e um bom copo de vinho são os melhores detergentes para a alma.
Jornalista. Por profissão, por prazer e por convicção.
Iberista. Tudo estava tão bem encaminhado com os Filipes… E que bom seria ver o Benfica a jogar com o Real Madrid e com o Barcelona para o campeonato. Ou alguém prefere a Naval e o Paços de Ferreira?
E assim declaro aberta a minha participação no Albergue Espanhol
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