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Re: Facebook.

MensagemEnviado: Quarta-Feira 26 Maio 2010, 08:16
por zézen
Alguém ouviu falar das masmorras do fdp do botas e de 5 séculos de roubo e atrocidades ? Penso eu de que... :whistle:

"As nações querem independência e os povos querem Liberdade" :o ))))))))))))))))

Re: Facebook.

MensagemEnviado: Quarta-Feira 26 Maio 2010, 20:38
por XôZé
zézen Escreveu:Alguém ouviu falar das masmorras do fdp do botas e de 5 séculos de roubo e atrocidades ? Penso eu de que... :whistle:

"As nações querem independência e os povos querem Liberdade" :o ))))))))))))))))


Começo pelo fim para dizer que é do meu agrado.

Quanto ao incial, dá lá aí o número de mortos se faz favor.

Só peço isso porque de masmorras, as nossas nos dias de hoje estão muito mais do que lotadas.

Aguardo.

Re: Facebook.

MensagemEnviado: Quinta-Feira 27 Maio 2010, 01:04
por Arp
Mais um adepto da paz... a dos cemitérios, claro está.

Uma coisa te posso garantir, foram bem mais os mortos do colonialismo que os da descolonização.

Re: Facebook.

MensagemEnviado: Quinta-Feira 27 Maio 2010, 01:11
por Arp
XôZé Escreveu:
Arp Escreveu: Por acaso até há quem se tenho deixado ficar quando tu deste aos penantes. :mrgreen:


Calma amigo, já terminei o capitulo da transição para a independência que por acaso foi dada a um partido logo que arreada a bandeira nacional de forma bastante discreta.

Agora começam as declarações de quem ficou para trás, nas masmorras do MPLA, criadas com a conivência portuguesa.

Depois farei uma súmula, não te preocupes. :mrgreen:


Não estou minimamente preocupado... comigo. Em primeiro lugar porque não fiquei para trás, apenas não tive motivos para fugir, e depois porque nunca estive preso. 8-)

Re: Facebook.

MensagemEnviado: Quinta-Feira 27 Maio 2010, 09:24
por zézen
XôZé Escreveu:Aguardo.


Senta-te enquanto esqueço. :whistle:

Re: Facebook.

MensagemEnviado: Quinta-Feira 27 Maio 2010, 09:29
por zézen
Arp Escreveu:Mais um adepto da paz... a dos cemitérios, claro está.

Uma coisa te posso garantir, foram bem mais os mortos do colonialismo que os da descolonização.


Foram mais os "meninos" nascidos em Àfrica a regressarem inteiros ao puto, que os do puto a regressarem inteiros a casa.
A "contabilidade" não e feita de sentimentos.

Re: Facebook.

MensagemEnviado: Quinta-Feira 27 Maio 2010, 21:22
por Reboredo
http://2.bp.blogspot.com/_pNARr0DASXA/S ... o+neto.jpg


DO POVO BUSCAMOS A FORÇA

Não basta que seja pura e justa
a nossa causa

É necessário que a pureza e a justiça
existam dentro de nós.

Dos que vieram
e conosco se aliaram
muitos traziam sobras no olhar
intenções estranhas.

Para alguns deles a razão da luta
era só ódio: um ódio antigo
centrado e surdo
como uma lança.

Para alguns outros era uma bolsa
bolsa vazia (queriam enchê-la)
queriam enchê-la com coisas sujas
inconfessáveis.

Outros viemos.
Lutar pra nós é ver aquilo
que o Povo quer
realizado.

É ter a terra onde nascemos.

É sermos livres pra trabalhar.

É ter pra nós o que criamos

Lutar pra nós é um destino -
é uma ponte entre a descrença
e a certeza do mundo novo.

Na mesma barca nos encontramos.Todos concordam - vamos lutar.

Lutar pra quê?

Pra dar vazão ao ódio antigo?
ou pra ganharmos a liberdade
e ter pra nós o que criamos?

Na mesma barca nos encontramos
Quem há-de ser o timoneiro?
Ah as tramas que eles teceram!
Ah as lutas que aí travamos!

Mantivemo-nos firmes: no povo
buscámos a força
e a razão

Inexoravelmentecomo uma onda que ninguém trava
vencemos.

O Povo tomou a direção da barca.

Mas a lição lá está, foi aprendida:

Não basta que seja pura e justa
a nossa causa

É necessário que a pureza e a justiça
existam dentro de nós

AGOSTINHO NETO

Re: Facebook.

MensagemEnviado: Quinta-Feira 27 Maio 2010, 22:57
por XôZé
Porque é que vocês são assim maus pra mim? :(

Re: Facebook.

MensagemEnviado: Sexta-Feira 28 Maio 2010, 00:25
por Reboredo
Quanto mais me bates mais gosto de ti!


Imagem

Re: Facebook.

MensagemEnviado: Quinta-Feira 3 Junho 2010, 21:12
por Arp
FACEBOOKA-ME

Artigo escrito por Carlos Reis
Visão online 12:31 Sábado, 29 de Mai de 2010


Facebooka-me Rede social, assim lhe chamam as pessoas. O facebook está cheio de gente, pessoas excitadíssimas, doidas por comunicar. Por partilhar ideias, informação, objectivos. Chamam-se "utilizadores" a si mesmos, este imenso e febril pagode, universal e incoerente. Pretendem, entre outras coisas, banalizar ou mesmo fazer desaparecer a palavra "amigo" - um conceito ultrapassado e completamente fora de moda. Pretendem dar-se a conhecer, fazer qualquer coisa mais ou menos parecida com aquilo a que em tempos se chamava, precisamente, "amizade". Que se tratava de uma maçada, de um atavismo, uma antiguidade que não tem lugar nem cabimento nas actuais sociedades nem pode fazer parte de um modo de estar e de proceder de quem se quer moderno. Decente. Clean.Pode parecer mais ou menos parecido com o tal arcaísmo mas é afinal diferente. É moderno, eficaz e súbito, não há tempo a perder neste tempo glorioso que atravessamos, em termos de comunicação, em termos de todos estarmos à beirinha de pensarmos todos o mesmo sobre tudo e tudo sobre o mesmo. No que alguns mal intencionados vêm apenas uma intenção oculta dos poderes que regem o mundo. Um disparate, um delírio, uma imaginação doentia.Antigamente, antes deste maravilhoso e moderno meio de comunicação, as pessoas davam-se ao trabalho (imagine-se) de se conhecerem, de se irem conhecendo, de frequentarem ideias e convívios, fisicamente próximos (uma promiscuidade) de terem de escolher, ao longo do tempo, muitas vezes por entre adolescências e aprendizagens, quem lhes parecia ser os amigos, as pessoas que viriam a fazer parte da suas vidas por tempo indeterminado, uma escolha sinuosa, cansativa, fosse qual fosse esse tempo e as condições de vida de cada um.Um autêntico disparate. Uma perda incomensurável de tempo, uma coisa arrastativa, uma pasmaceira social. Desatractiva, lenta, trabalhosa, uma coisa que obrigava a pensar, a reflectir e a julgar. Uma chatice. Felizmente que a tecnologia, aliada a um novo e moderno conceito, a um novo modo simples de estar e de pensar (aliás pensar o menos possível é óptimo, poupam-se incómodos e neurónios) felizmente que trouxe mais valias, mais tempos livres, tempos esses melhor aproveitados, melhor optimizados, como se diz modernamente. Em que basta uma pessoa inscrever-se naquela coisa maravilhosa, o facebook, para logo dispor de dezenas, centenas, milhares (ou mesmo dezenas de milhar) de amigos, compinchas, pessoas que não vemos nem cheiramos (uma vantagem adicional, esta) e que se nos fartam de comunicar, aduzir, celebrar, propor. Em suma - e esta é a realidade, a virtude, a vantagem, o maravilhoso de tudo isto - aquilo que dantes dava trabalho e levava tempo, pressupunha sentimentos, emoção, sensibilidade (tudo coisas exaustivas a mais não poder) consegue-se agora com uma facilidade e uma rapidez inequívocas, não custa nada, é só chegar, clicar e já está: fazem-se amigos. Compinchas. Facebookistas.E desfazem-se também, com a mesma facilidade e rapidez. Foi justamente inventado o termo "desamigar", não sei se já conhecem, que corresponde assim como que a uma espécie de desistência, de mudança para outro ou para outrens. Uma simplicidade. Ao contrário do que alguns autistas, antiquados e apressados cronistas sugerem - que tudo isto é fruto de uma solidão completa e de toda uma forma de estar e de viver, uma razão, enfim, para as pessoas se procurarem desesperadamente por alguma proximidade ou partilha - bem pelo contrário, com tais frutuosas e modernas formas e manifestaçãos de proximidade virtual, foi afinal banida para sempre, de uma maneira limpa, clara e asséptica, essa antiquada e já ultrapassada expressão - a solidão. CarlosLx, 28 de Maio 2010.

http://aeiou.visao.pt/facebooka-me=f560866