ACORDO ORTOGRÁFICO

ACORDO ORTOGRÁFICO

Mensagempor Arp » Domingo 8 Março 2009, 12:53

Para tentar minimizar as falsas ideias e preconceitos sobre este assunto... :roll:

"Se certos pontos do Acordo Ortográfico fossem como alguns dos seus inimigos julgam que são, realmente ele seria de combater com todas as forças."

ACORDO ORTOGRÁFICO

O QUE É E O QUE NÃO É O ACORDO ORTOGRÁFICO

De que é que falamos quando nos referimos ao acordo ortográfico? Referimo-nos a um acordo assinado em 1990 entre os sete países de língua oficial portuguesa de então que estabelece normas ortográficas, ou seja regras de como escrever palavras.

Muitas pessoas fazem uma ideia completamente errada do que é o Acordo Ortográfico. Algumas são cultas mas estão mal informadas – indesculpavelmente mal informadas. Com a maior das leviandades dizem disparates inconcebíveis sobre o acordo, que outros repetem como desmiolados papagaios. Impõe-se por isso ver o que é e o que não é o Acordo Ortográfico.

O Acordo Ortográfico não altera a pronúncia de qualquer palavra. Isso é verdade para qualquer reforma ortográfica. Quando em Portugal se aboliu o acento de idéia e se passou a escrever ideia, o e continuou aberto; não se tornou semelhante ao de feia. Antes de 1974 tínhamos pesada e pèzada. Pronunciavam-se em Portugal pezada (com o e pronunciado como em de) e pèzada, respetivamente. Em 1974 foi abolido o acento de pèzada, mas a nova grafia – pezada – não deu origem a uma nova pronúncia. Pezada não passou a pronunciar-se como pesada.

Atualmente, no Brasil escreve-se Coréia e européia, o que está de acordo com a pronúncia das duas palavras no outro lado do Atlântico. Em Portugal e noutros países diz-se Corêia e europêia. Com o Acordo Ortográfico os brasileiros passarão a escrever Coreia e europeia, mas isso em nada altera a pronúncia brasileira de tais palavras e de outras com a mesma terminação, como atéia.

Fixem bem: o Acordo Ortográfico muda a grafia de certas palavras, a maneira como se escrevem, mas não altera a pronúncia de nenhuma palavra.

Há uns anos um leitor dum jornal mostrava-se surpreendido com a palavra embaixadora e perguntava se ela se devia ao Acordo Ortográfico. A palavra embaixadora – antiga na língua portuguesa – designa mulher que desempenha as funções de embaixador, distinguindo-se de embaixatriz, mulher de embaixador. A palavra embaixadora não se deve ao Acordo Ortográfico, que só tem a ver com a ortografia, maneira de escrever palavras.

Fixem bem isto: o Acordo Ortográfico não cria nem elimina palavras. Ele só tem a ver com a maneira como se escrevem palavras.

Cachopo significa rochedo quase à flor da água. Também pode significar rapaz, moço, mas no Brasil a palavra não se usa com esse significado.
A palavra registrar não é hoje usada em Portugal, mas já o foi. Ela aparece na primeira página da primeira edição do Diário de Notícias, de Lisboa, que viu a luz do dia na segunda metade do século XIX. Em contrapartida, registar é pouco usado no Brasil. Ambas as formas são bem portuguesas.
Esta discussão pode ser interessante, mas não tem a ver com o Acordo Ortográfico.

Não esqueçam: O Acordo Ortográfico não tem a ver com as variações de uso ou significado de palavras, mas sim com a maneira como se escrevem.

Um semanário deu uma vez a "informação" de que, com o Acordo Ortográfico, pacto passaria a pato. Uma completa imbecilidade é o nome que merece essa “notícia”, digna antecessora do telelixo. Já vimos que o acordo, por ser ortográfico, não muda a pronúncia de nenhuma palavra; só muda o modo como algumas se escrevem. Portanto, segundo o jornal, passaríamos a escrever pato e a dizer pacto – uma completa burrice. Pensemos um pouco. Alguém em seu perfeito juízo acredita que pessoas como o Prof. Lyndley Cintra, um dos eminentes linguistas envolvidos no acordo, iam propor uma coisa tão idiota? Alguém com dois dedos de testa acredita que os deputados iam aceitar uma tão incrível cretinice? Só se estivessem todos irremediavelmente doidos …

O jornalista que deu a “notícia”, se estivesse interessado em investigar uma coisa tão absurda, teria procurado algum dos linguistas que negociaram e redigiram o acordo. Teria, pelo menos, lido o texto do acordo para saber o que é que ele realmente diz. Se calhar, o que o acordo diz pouco lhe interessava. O que lhe interessava era uma notícia escandalosa que ajudasse o jornal a vender papel. Do que precisava era de lançar uma boca, como se diz em Portugal, mesmo se fosse completamente falsa e idiota.

Aí por 1990, durante uma concorrida reunião pública sobre o Acordo Ortográfico, o Dr. Fausto Lopo de Carvalho, diretor dum jornal e pessoa culta com livros publicados, mostrou-se angustiado e irritado com a ideia de passar a escrever fato em vez de facto, que em Portugal tem um cê que se pronuncia. Diga-se, de passagem, que nem sempre este cê se pronunciou no passado. O Dr. Fausto Lopo de Carvalho acreditava que o acordo estabelecia tal absurdo. A Dr.ª Edite Estrela explicou-lhe então que estava mal informado, para grande alívio do homem. De vez em quando, aparecem pessoas com pretensões a intelectuais a insistir no mesmo erro e a mostrar a sua revolta. Custa a crer …

No Brasil o segundo cê de cacto é pronunciado; em Portugal não é. Agora imaginemos uma reforma ortográfica que estabelecesse o seguinte: os brasileiros continuarão a dizer kakto, mas escreverão cato porque em Portugal se diz kato e não kakto. Isto seria completamente absurdo, tão absurdo como obrigar os portugueses a escrever fato continuando a dizer fakto lá porque os brasileiros não dizem fakto mas fato.

Se certos pontos do Acordo Ortográfico fossem como alguns dos seus inimigos julgam que são, realmente ele seria de combater com todas as forças.

Como se pode concluir da leitura da edição de 25 de Abril 2007 do quinzenário cultural lisboeta JL, continua a existir gente com responsabilidades que acredita que em Portugal vamos deixar de escrever facto, que é substituído por fato. A ser verdade, seria um absurdo de todo o tamanho. É completamente falso. Custa a perceber que haja quem acredite em tais tolices.

Há letras que não se escrevem embora se possam ouvir na pronúncia. É o caso do i de a iágua. Nestes casos o Acordo Ortográfico não as manda escrever. Trata-se de pronúncias não-cultas. O Acordo Ortográfico só trata de pronúncias cultas da língua.

Tomem boa nota: o Acordo Ortográfico não elimina em nenhuma palavra qualquer letra que se leia numa pronúncia culta da língua.

Durante a transmissão pela estação portuguesa de televisão SIC em cadeia com uma emissora brasileira ouviu-se o locutor dizer: “o avião está agora se aproximando”. Esta ordem das palavras não se usa no português europeu. Na África lusófona a ordem das palavras também é por vezes diferente da do português europeu.

A parte da gramática que trata do modo como se combinam as palavras para a expressão do pensamento chama-se sintaxe. O Acordo Ortográfico não estabelece regras de sintaxe.

Tomem boa nota: o Acordo Ortográfico não estabelece regras de sintaxe; tem a ver somente com a maneira de escrever as palavras.

A língua portuguesa é falada em mais de um país e de um continente. Como era de esperar, tem variedades. Algumas estão em formação como a moçambicana, que tem sido objeto de estudo como o da Prof. Perpétua Mendonça, autora, entre outras obras, de Português de Moçambique – Uma Variedade em Formação.

Pouco depois da independência de Moçambique e em resposta a uma pergunta duma jornalista brasileira, a Ministra da Educação Graça Machel, afirmou ser Portugal o modelo em termos linguísticos até os gramáticos moçambicanos estabelecerem as regras do português de Moçambique.

Temos, portanto, variedades do português, que podem ter normas próprias, que, nalguns aspetos, poderão estabelecer regras diferentes ou mesmo contrárias.
O que é esta questão das normas tem a ver com o Acordo Ortográfico? Nada.

Notem bem: o Acordo Ortográfico não interfere com a coexistência ou com as regras de normas linguísticas regionais.

Neste momento a língua portuguesa tem duas normas ortográficas: a usada no Brasil e a dos restantes países de língua portuguesa. Da aplicação das duas normas resultam bastantes diferenças de ortografia. Reformas introduzidas no Brasil por uma lei de 1971 reduziram bastante as diferenças, mas persistem importantes divergências.

O Acordo Ortográfico não introduz uma completa uniformização na grafia das palavras, mas naturalmente a redução ao mínimo possível das diferenças é um dos objetivos. Com o acordo escreveremos as palavras nos países de língua portuguesa de harmonia com uma única norma.

Tomem nota: Com o Acordo Ortográfico a grafia das palavras passa a ser regulamentada nos países de língua portuguesa por uma única norma.

Vejamos agora quais as principais alterações que o Acordo Ortográfico introduzirá no nosso uso habitual da língua.

Principais alterações introduzidas pelo Acordo Ortográfico em Portugal, países africanos de língua oficial portuguesa e Timor

Eliminação de cês e pês não pronunciados em palavras como director, acção, protecção, baptismo, adoptar e excepção, as quais passam a escrever-se diretor, ação, proteção, batismo, adotar e exceção.

Parece que o primeiro-ministro português Marcelo Caetano se preparava para eliminar estas consoantes mudas quando a revolução do 25 de abril de 1974 pôs termo à sua governação. Pouco antes ele quase eliminou o acento grave. Devemos estar-lhe muito gratos por isso.

Principais alterações introduzidas pelo Acordo Ortográfico no Brasil.

· Desaparece o trema. Em Portugal escreve-se aguentar, arguido, frequente e tranquilo. No Brasil as normas ortográficas em vigor estabelecem que estas palavras se escrevem agüentar, argüido, freqüente e tranqüilo. O trema é colocado sobre o u para indicar que esta letra é pronunciada. Em Portugal o trema não se usa desde 1945.
· O ditongo ei em palavras graves nunca é acentuado graficamente. Por isso, deixa-se de usar acento em palavras como assembléia e idéia. Atualmente tais palavras não levam acento em Portugal.

Principais alterações introduzidas pelo Acordo Ortográfico comuns a todos os países de língua portuguesa.

· É simplificado e reduzido o emprego do hífen.
· O ditongo oi em palavras graves ou paroxítonas não leva acento. Escreveremos boia e heroico em vez de bóia e heróico.

http://orto.no.sapo.pt/c00.htm
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Re: ACORDO ORTOGRÁFICO

Mensagempor Scalabis » Domingo 8 Março 2009, 13:13

É de facto um problema
É de fato um problema

O acto de atar os sapatos
o ato de atar os sapatos

Pelos pêlos do meu peito
Pelo pelo do meu peito

Os Cactos do deserto
Os catos do deserto

Um jacto passou a 300 km hora
Um jato passou a 300km hora
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Re: ACORDO ORTOGRÁFICO

Mensagempor Arp » Domingo 8 Março 2009, 13:38

É de facto um problema
É de facto um problema

Pelos pêlos do meu peito
Pelos pêlos do meu peito (o acordo não mexe em plurais e singulares)

Os Cactos do deserto
Os cactos do deserto (no Brasil, porque eles dizem cakto, nós dizemos cato não pronunciando o "c")

Tá-se mesmo a ver que não leste o texto, ou estás mesmo a precisar de óculos.
:grin:
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Re: ACORDO ORTOGRÁFICO

Mensagempor Scalabis » Domingo 8 Março 2009, 16:26

Arp Escreveu:

Pelos pêlos do meu peito
Pelos pêlos do meu peito (o acordo não mexe em plurais e singulares)~

Mas qual plural ou singular? o acordo vai mexer aqui neste caso é na acentuação

O suor corre pelo pêlo do meu peito!
O suor corre pelo pelo do meu peito!


Os Cactos do deserto
Os cactos do deserto (no Brasil, porque eles dizem cakto, nós dizemos cato não pronunciando o "c")

Eu digo como se escreve e digo de maneira a perceber-se o C no meio da palavra, se disser cato como tu dizes e não como eu digo ainda me aparece alguém para lhe catar as pulgas

Tá-se mesmo a ver que não leste o texto, ou estás mesmo a precisar de óculos.[/color] :grin:
Até li, mas é provável que preciso mesmo de óculos


Como não fizeste referência (outra que perde o ^) ao acto de atar o sapato vou pensar que pelo menos aqui estás de acordo com a minha pessoa :mrgreen: ou não...

O acto de atar os sapatos
o ato de atar os sapatos


Dizem, eu pelo menos já ouvi dizer que no centro do país é onde se fala melhor a língua de Camões, como estou relativamente próximo acho que a minha pronúncia é correcta e quando falo não como palavras nem tão pouco as abrevio, não digo cato nem digo mê pai.
Um exemplo dado a partir do Brasil nunca será um bom exemplo de como se fala (ou como se escreve), porque embora as palavras sejam cantadas ( e inventadas na escrita por 99% do brasileiros)) não as pronunciam como deve ser nem tão pouco as escrevem, e sim tenho a certeza que é assim basta que frequentar fóruns onde os zucas participem, para os ouvir... basta ser taxista em Portugal :mrgreen:

Já agora e porque não dizê-lo, aqui no Viriato é provavelmente dos poucos fóruns onde se consegue ler o português bem escrito.
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Re: ACORDO ORTOGRÁFICO

Mensagempor Umbelina » Domingo 8 Março 2009, 21:39

"Já agora e porque não dizê-lo, aqui no Viriato é provavelmente dos poucos fóruns onde se consegue ler o português bem escrito."


PUDERA!


UNIVERSIDADE DE LISBOA
Cerimónia de Outorga das Insígnias
de Doutor Honoris Causa a alguns participantes do Viriatoweb.net
CONVITE



O Reitor da Universidade de Lisboa
tem a honra de convidar V.ªs Ex.ªs para a Cerimónia de Outorga das Insígnias de
Doutores Honoris Causa que se realiza no dia 08 de Agosto de 2009, sábado, na
Serra, às 13h00.

Recepção dos convidados com a participação da Vicentuna,
Tuna da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Sessão Solene
12h00
Formação do Cortejo Académico. (no Parque das merendas)

12h50 Início do Cortejo Académico.



Grupo de Metais e Percussão e Coro da Universidade de Lisboa
Direcção Maestro José Robert
13h00
Abertura da sessão pelo Reitor da Viriatwueb.net,
Prof. Doutor de serviço seguindo-se a Cerimónia de Outorga das Insígnias de Doutor “Honoris Causa”
aos Doutores

.
13h30
Aos laureados serão servidos uns crustáceos de tamanho considerável.


16h05 Recital

Sinfonietta de Lisboa
Prelúdio para cordas (1982) Alexandre Delgado (1965)
Concerto Grosso, op.6, nº 4 (1739) G. Friedrich Händel (1685-1759)
1. Larghetto affettuoso
2. Allegro
3. Largo e piano
4. Allegro
Pezzo in forma di Sonatina (1880) Piotr Illich Tchaikovsky (1840-1893)
Sinfonietta de Lisboa
Direcção Vasco Pearce de Azeved

seguir-se-á um Porto de Honra.

E o encerramento da Sessão Solene.


Entrada por convite, ou livre sujeita à lotação do Parque.
Umbelina
Soldado
 
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Re: ACORDO ORTOGRÁFICO

Mensagempor Scalabis » Domingo 8 Março 2009, 21:46

Umbelina Escreveu:13h30
Aos laureados serão servidos uns crustáceos de tamanho considerável.
seguir-se-á um Porto de Honra.


Devido a trabalhos inadiáveis, eu só posso aparecer para o que destaquei. :mrgreen:
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Re: ACORDO ORTOGRÁFICO

Mensagempor Arp » Segunda-Feira 9 Março 2009, 06:58

Scalabis Escreveu:
Arp Escreveu:Pelos pêlos do meu peito
Pelos pêlos do meu peito (o acordo não mexe em plurais e singulares)~

Mas qual plural ou singular? o acordo vai mexer aqui neste caso é na acentuação

O suor corre pelo pêlo do meu peito!
O suor corre pelo pelo do meu peito!

Os teus queridos pêlos do peito vão manter o chapéu, pelo que, por aí, não precisas de te preocupar. :grin:

Logo mais falamos sobre o resto que agora tenho de ir dormir.
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Re: ACORDO ORTOGRÁFICO

Mensagempor Viriato » Quarta-Feira 10 Fevereiro 2010, 18:07

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Sou capaz do melhor como do pior, mas no pior, sou eu o melhor !
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Re: ACORDO ORTOGRÁFICO

Mensagempor Arp » Quarta-Feira 10 Fevereiro 2010, 20:32

Geolíngua

Foi em 1214 que surgiu o primeiro documento oficial na língua portuguesa, o testamento de D. Afonso II, que até então era o galaico-português, uma solidariedadenatural entre duas línguas irmãs. No século XVI, a língua portuguesa começou a se espalhar e enriquecer-se, tomando dos outros povos não só expressões linguísticas novas como também formas de estar e pensar, dando inicio ao multiculturalismo Era o início da Globalização, via Comunicação, e não como é hoje, somente pela via política-económica.

Como se sabe, entre as línguas românicas, o português e o espanhol são as que mantém maior afinidade entre si. Tidas como irmãs da mesma família linguística, possuem um tronco comum, o latim, e uma história evolutiva paralela, a da popularização diaspórica do idioma latino na península ibérica e de lá para a América, África e Ásia. Entretanto, é bom salientar que é mais fácil para um “lusófono” comunicar-se em “Portunhol” do que para um hispânico comunicar-se em “Hispanês”.

A razão para este facto é que há algo muito especial na língua portuguesa, o elemento descodificador do espanhol, do italiano e do francês. A nossa língua possui um sistema fonético vocálico de 12 entidades, composto de sete fonemas orais e cinco nasais. O espanhol tem apenas cinco fonemas orais o AEIOU.
Eis o porquê de entre as cinco línguas latinas, o português ser o “Ferrari” deste comboio linguístico.


É importante divulgar o quanto se pode ganhar com a aprendizagem da língua portuguesa. Por exemplo: - Grande promoção da Língua Portuguesa, pague uma, leve duas e meia! - Dado que ganhamos 90% do espanhol e 50% do italiano, e até, uns 20% do francês. É um valor acrescentado que a nossa língua possui e que nunca foi publicitado. Daí a importância de uma aliança entre os países Iberófonos, que tire partido do facto de conseguirem se entender nas suas línguas maternas. Lembrando que, o Brasil equivale a metade da população e território da América Latina, sendo que, neste século, o centro de gravidade do desenvolvimento económico mundial será transferido para a China, Rússia, Índia e Brasil, ao invés da América do Norte e Europa.

http://sol.sapo.pt/blogs/geolingua/default.aspx
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