Todos diferentes, todos iguaizinhos...

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Mensagempor XôZé » Domingo 10 Maio 2009, 18:34

" AR aprova nova lei com voto contra de António José Seguro
A revisão da lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais foi aprovada esta quinta-feira, com o voto favorável de todas as bancadas parlamentares, unanimidade quebrada pelo voto contra de um deputado socialista e por uma abstenção"


:arrow: http://sic.aeiou.pt/online/noticias/pai ... Seguro.htm

Ora ssim se distingue perfeitamente a manada que se acoita no redil da Assembleia da Republica das Bananas.

A Lei não vai passar com o Presidente, será depois devolvida e a manada constituída pelo que há de melhor na raça bovina, lá mudará uma ou outra vírgula e devolve para publicação a que o Presidente constitucionalmente não se poderá recusar.

Nunca apreciei muito o meu conterrâneo Cravinho, mas ele resume muito bem o que a corja preparou.

IOL Diário Escreveu: ... Cravinho chega mesmo a apelar à intervenção do Presidente da República por estar em causa «um atentado ao bom funcionamento das instituições democráticas». Na sua opinião, trata-se de uma «pouca-vergonha e uma porta aberta à corrupção» . Na sua opinião, a argumentação da Festa do Avante é um «argumento da carochinha».

:arrow: http://diario.iol.pt/politica/joao-crav ... -4072.html


Continuem a escutar a moralidade pregada pela comunada do BE e do PCP que se afirmam como verdadeiras alternadeiras.

Eu só pedia humildemente para o meu País, um Salazar.................. em cada esquina!!!! :evil:
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Re: Todos diferentes, todos iguaizinhos...

Mensagempor Arp » Domingo 10 Maio 2009, 18:54

Concordo, estou farto de o dizer, mas ‘tás muito excitado. :?

Só não percebi o porquê da elevação de estatuto do PCP e do BE, acima da vara geral.
Se fossem só eles a votar a aldrabice nem passava. Ou não?
O saber, o aprender o novo, só não encontra espaço em cabeças que já estão cheias, principalmente de ideias preconcebidas.
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Re: Todos diferentes, todos iguaizinhos...

Mensagempor XôZé » Domingo 10 Maio 2009, 18:59

O Viriato é que tem razão.

Somo todos (onde me inclúo) uns CABRÕES MANSOS!

Só temos o que merecemos. :mrgreen:
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Re: Todos diferentes, todos iguaizinhos...

Mensagempor XôZé » Domingo 10 Maio 2009, 19:42

Este vídeo é brasuka mas que bem se poderia adequar ao rectângulo a propósito do que coloquei neste tópico.

Feito a propósito do recente escândalo dos deputados brasileiros andarem a oferecer viagens a amigos e às putas das amantes, tudo à pala dos dinheiros públicos.

Como eu gostaria de ver num noticiário português um jornalista assim.

Façamos de conta que não existe por ali pronúncia nenhuma... :whistle:

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Re: Todos diferentes, todos iguaizinhos...

Mensagempor Arp » Domingo 10 Maio 2009, 20:02

XôZé Escreveu:O Viriato é que tem razão.

Somo todos (onde me inclúo) uns CABRÕES MANSOS!


Deixa lá, se calhar ele também se inclui. :grin:
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Re: Todos diferentes, todos iguaizinhos...

Mensagempor Arp » Domingo 10 Maio 2009, 20:11

XôZé Escreveu:Como eu gostaria de ver num noticiário português um jornalista assim.


Também por certo ias gostar de ver, pese o sotaque, um entrevistador que, á terceira vez que fez a mesma pergunta e o político desviou a conversa, desligou a tralha do som, levantou-se e saiu da cena, deixando lá o outro de boca aberta a olhar para a câmara, mas não consigo encontrar o vídeo. :mrgreen:
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Re: Todos diferentes, todos iguaizinhos...

Mensagempor XôZé » Domingo 10 Maio 2009, 20:44

Quem procura, sempre alcança. :grin:
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Re: Todos diferentes, todos iguaizinhos...

Mensagempor Arp » Domingo 10 Maio 2009, 21:08

A ver vamos. :?
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Re: Todos diferentes, todos iguaizinhos...

Mensagempor Zynaps » Quinta-Feira 11 Junho 2009, 23:27

Deixo aqui este link e, por baixo, o texto na íntegra.
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1227843&opiniao=M%E1rio%20Crespo

Não é a crise que nos destrói. É o dinheiro
por Mário Crespo, Jornal de Notícias
2009-05-11


Nesta fase

Nada no mundo me faria revelar o nome de quem relatou este episódio. É oportuno divulgá-lo agora porque o parlamento abriu as comportas do dinheiro vivo para o financiamento dos partidos. O que vou descrever foi-me contado na primeira pessoa. Passou-se na década de oitenta. Estando a haver grande dificuldade na aprovação de um projecto, foi sugerido a uma empresária que um donativo partidário resolveria a situação. O que a surpreendeu foi a frontalidade da proposta e o montante pedido. Ela tinha tentado mover influências entre os seus conhecimentos para desbloquear uma tramitação emperrada num labirinto burocrático e foi-lhe dito sem rodeios que se desse um donativo de cem mil Contos "ao partido" o projecto seria aprovado. O proponente desta troca de favores tinha enorme influência na vida nacional. Seguiu-se uma fase de regateio que durou alguns dias. Sem avançar nenhuma contraproposta, a empresária disse que por esse dinheiro o projecto deixaria de ser rentável e ela seria forçada a desistir. Aí o montante exigido começou a baixar muito rapidamente. Chegou aos quinze mil Contos, com uma irritada referência de que era "pegar ou largar". Para apressar as coisas e numa manifestação de poder, nas últimas fases da negociação o político facilitador surpreendeu novamente a empresária trazendo consigo aos encontros um colega de partido, pessoa muito conhecida e bem colocada no aparelho do Estado. Este segundo elemento mostrou estar a par de tudo. Acertado o preço foram dadas à empresária instruções muito específicas. O donativo para o partido seria feito em dinheiro vivo com os quinze mil Contos em notas de mil Escudos divididos em três lotes de cinco mil. Tudo numa pasta. A entrega foi feita dentro do carro da empresária. Um dos políticos estava sentado no banco do passageiro, o outro no banco de trás. O da frente recebeu a pasta, abriu-a, tirou um dos maços de cinco mil Contos e passou-a para trás dizendo que cinco mil seriam para cada um deles e cinco mil seriam entregues ao partido. O projecto foi aprovado nessa semana. Cumpria-se a velha tradição de extorsão que se tornou norma em Portugal e que nesses idos de oitenta abrangia todo o aparelho de Estado.
Rui Mateus no seu livro, Memórias de um PS desconhecido (D. Quixote 1996), descreve extensivamente os mecanismos de financiamento partidário, incluindo o uso de contas em off shore (por exemplo na Compagnie Financière Espírito Santo da Suíça - pags. 276, 277) para onde eram remetidas avultadas entregas em dinheiro vivo. Estamos portanto face a uma cultura de impunidade que se entranhou na nossa vida pública e que o aparelho político não está interessado em extirpar. Pelo contrario. Sub-repticiamente, no meio do Freeport e do BPN, sem debate parlamentar, através de um mero entendimento à porta fechada entre representantes de todos os partidos, o país político deu cobertura legal a estes dinheiros vivos elevados a quantitativos sem precedentes. Face ao clamor público e à coragem do voto contra de António José Seguro do PS, o bloco central de interesses afirma-se agora disposto a rever a legislação que aprovou. É tarde. Com esta lei do financiamento partidário, o parlamento, todo, leiloou o que restava de ética num convite aberto à troca de favores por dinheiro. Em fase pré eleitoral e com falta de dinheiro, o parlamento decidiu pura e simplesmente privatizar a democracia.
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Re: Todos diferentes, todos iguaizinhos...

Mensagempor zézen » Terça-Feira 2 Fevereiro 2010, 14:24

a.o.s., foi, é, e serà sempre, um F.D.P.
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